JOGO E LUDICIDADE
Qual seria a trajetória a ser
percorrida para nos apropriarmos dos jogos fundamentados no princípio do jogo e
da ludicidade?
O jogo nessa trajetória está
associado à ideia de fruição corporal, e carregado de um inesgotável valor
simbólico. A fruição corporal é o reflexo da magia lúdica que existe no
jogo. Ela remete o jogador a uma vertigem imaginária que o faz flutuar
ao sabor das emoções. Esse momento lúdico se constrói através de um sistema
simbólico que permite revelar, segundo Gilbert Durand (1993), um mundo dizível,
invisível e indizível.
O jogo não é algo neutro, pelo
simples fato de não existir jogo sem produção de sentidos. Ele acontece através
do corpo e é esse mesmo corpo que percebe o reflexo do lúdico existente no
jogo.
O jogo só produz sentido quando
ele e o jogador se unem como um amálgama, quando o jogo e o jogador se
confundem no vaivém da brincadeira. Corpo e brinquedo passam a dançar ao som da
música dos anjos. Ou mais ainda, como diz Santin (1996)2, brincar é
fruir o corpo (...) significa fazer o corpo sentir, amar, viver e
vibrar; e não levá-lo a executar tarefas (p.32).
Assim, podemos perceber que se
pretendemos utilizar a ludicidade nas aulas, o primeiro passo é lançar novos
olhares sobre vocês alunos.
Quantos personagens são vividos
numa simples brincadeira infantil?
O aluno só se aproxima de um jogo
quando ele o atrai. É preciso existir um encanto que a conduza ao brinquedo.
Essa é a missão da Educação
Física! Oferecer
atividades em que os alunos possam jogar com a ludicidade, sentindo prazer,
vibração, alegria e muitas outras emoções em seus corpos.
Não podemos deixar de retornar ao
olhar de Costa3 (2000) sobre o lúdico. A pesquisadora mostra o seu
entendimento sobre o lúdico nos dizendo que o que é fundamental na atividade
lúdica parece ser o trabalho da transformação simbólica a que se submete o
ator, elaborando a experiência na fantasia lúdica (p.111).
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