terça-feira, 7 de abril de 2015

JOGO E LUDICIDADE
Qual seria a trajetória a ser percorrida para nos apropriarmos dos jogos fundamentados no princípio do jogo e da ludicidade?
O jogo nessa trajetória está associado à ideia de fruição corporal, e carregado de um inesgotável valor simbólico. A fruição corporal é o reflexo da magia lúdica que existe no jogo. Ela remete o jogador a uma vertigem imaginária que o faz flutuar ao sabor das emoções. Esse momento lúdico se constrói através de um sistema simbólico que permite revelar, segundo Gilbert Durand (1993), um mundo dizível, invisível e indizível.
O jogo não é algo neutro, pelo simples fato de não existir jogo sem produção de sentidos. Ele acontece através do corpo e é esse mesmo corpo que percebe o reflexo do lúdico existente no jogo.
O jogo só produz sentido quando ele e o jogador se unem como um amálgama, quando o jogo e o jogador se confundem no vaivém da brincadeira. Corpo e brinquedo passam a dançar ao som da música dos anjos. Ou mais ainda, como diz Santin (1996)2, brincar é fruir o corpo (...) significa fazer o corpo sentir, amar, viver e vibrar; e não levá-lo a executar tarefas (p.32).
Assim, podemos perceber que se pretendemos utilizar a ludicidade nas aulas, o primeiro passo é lançar novos olhares sobre vocês alunos.
Quantos personagens são vividos numa simples brincadeira infantil?
O aluno só se aproxima de um jogo quando ele o atrai. É preciso existir um encanto que a conduza ao brinquedo.
Essa é a missão da Educação Física! Oferecer atividades em que os alunos possam jogar com a ludicidade, sentindo prazer, vibração, alegria e muitas outras emoções em seus corpos.
Não podemos deixar de retornar ao olhar de Costa3 (2000) sobre o lúdico. A pesquisadora mostra o seu entendimento sobre o lúdico nos dizendo que o que é fundamental na atividade lúdica parece ser o trabalho da transformação simbólica a que se submete o ator, elaborando a experiência na fantasia lúdica (p.111).

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